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Saúde

“A consulta médica deve ser agradável e produtiva”

Médico generalista Adriano Brandão defende a importância da boa relação médico-paciente para o adequado restabelecimento da saúde

Da redação

Se, graças aos avanços da medicina, as pessoas estão vivendo cada vez mais, talvez o maior desafio agora seja melhorar também a qualidade de vida. “Deve-se investir na saúde agora a fim de se desfrutar de uma vida saudável e produtiva nos anos extras que a medicina tem proporcionado”, argumenta Adriano Brandão, médico generalista. “O check-up periódico é a ferramenta adequada para atuar em todas as etapas deste investimento: educação em saúde, diagnóstico dos problemas atuais, tratamento das condições detectadas e prevenção de suas potenciais complicações.” O especialista explica que neste tipo de consulta médica, diferentemente da consulta clássica, a motivação não vem de uma queixa específica, mas sim do interesse em verificar se existe a possibilidade de alguma doença que ainda não tenha se manifestado.

“Meu trabalho é pautado na aliança entre um sólido conhecimento técnico e uma excelente relação médico-paciente. Conduzo meus clientes com muito respeito, carinho e atenção.” O médico destaca ainda a importância de atendimentos individualizados, de estudar a fundo os problemas e buscar com afinco as respectivas soluções. “Acredito que a característica marcante de todo médico generalista deva ser a de transformar a consulta médica numa experiência agradável e produtiva. E é isso que busco fazer sempre.”

O profissional

O médico generalista é o profissional que cuida desde a prevenção até a detecção e tratamento das doenças de seu cliente, tanto em âmbito físico quanto mental, social e familiar. “Este atendimento globalizado resulta em resolutividade de mais de 90% das situações e garante que as demais sejam encaminhadas ao especialista correto, otimizando o adequado restabelecimento da saúde.”

Adriano Brandão atualiza e aprofunda constantemente seus conhecimentos nos congressos dos principais centros médicos do Brasil. Em seus 19 anos de prática médica atuou em vários estados brasileiros e desenvolveu atividades desde o controle de doenças crônicas, passando por plantonista em pronto-atendimento, socorrista de grandes hospitais até a direção clínica hospitalar. Mas nunca deixou de realizar aquilo de que mais gosta: atender seus clientes no consultório como médico generalista.

Segundo o médico, quando se fala em especialista, mesmo em um cenário em que o paciente tenha acesso a todos os especialistas (e subespecialistas), a atuação do médico generalista continua decisiva. “Se pensarmos nas doenças como folhas em uma árvore, cada especialista ficaria responsável por um galho. E como existem sintomas que são comuns a doenças de diferentes áreas (folhas de galhos diferentes), existe o risco de o paciente que procura direto o especialista apresentar dificuldades para ter o seu problema descoberto e tratado.”

Relação de confiança

Qual a influência do Dr. Google neste cenário? O médico lembra que ainda vivenciamos um período de algoritmos precários para determinar as nuances particulares a cada sinal e sintoma que podem ser decisivas para orientar o diagnóstico. “Existe, ainda, neste tipo de consulta, a falta do tratamento personalizado, adequado às exatas necessidades do paciente. E por fim, mesmo em um futuro próximo, em que se aproxime bastante da perfeição técnica, por se tratar de saúde, o paciente precisa de um quesito a mais chamado confiança (que se adquire com interesse, dedicação e carinho) e de alguém que bata no peito e chame a responsabilidade para si quando a situação apertar”.
“Via de regra”, como define o médico, “o médico generalista deve ser o primeiro profissional procurado em qualquer problema de saúde, exceto nas condições que envolvam uma causa externa, como um trauma ou um acidente, e nos menores de 12 anos (para os quais se recomenda a consulta com o pediatra).”

Ele explica como se constrói essa relação, tão importante, de confiança. “Tudo começa na anamnese: o médico conversa com o seu cliente sobre as suas condições de vida, pesquisa sinais e sintomas dos diversos sistemas do corpo, realiza um exame físico completo e solicita exames complementares para pesquisar as doenças mais comuns.” As informações resultantes, segundo doutor Adriano, aliadas ao contexto epidemiológico, podem prever alguns eventos importantes antes de acontecerem, tais como infarto do miocárdio, AVC, câncer e outras complicações que podem reduzir a qualidade e ou duração da vida.

“Por fim, vale ressaltar que, quanto melhor for a relação médico-paciente mais eficaz é o processo de diagnóstico e de tratamento das doenças. O médico de confiança deixa o paciente mais confortável para relatar informações que podem se mostrar fundamentais para o raciocínio clínico.” Além disso, acredita o especialista que o paciente se sinta mais seguro e determinado a seguir o tratamento orientado quando enxerga no médico o seu porto-seguro.

ADRIANO BRANDÃO
Médico Generalista, CRM 17468
 PR

Clínico geral, Clínica Geral, Adriano Brandão
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