Revista Sucesso

Atualizado em 05/04/2017

Para Construir

Conheça os tipos de umidade e saiba evitá-los

A patologia de umidades e infiltrações na obra são um desconforto e acarretam problemas de saúde aos usuários da edificação, pelo mofo que se forma. Veja como combater este problema.

Da redação


A umidade é uma das patologias mais recorrentes em edificações. Pode causar sérias consequências à estrutura de uma construção, como vazamentos, infiltrações, manchas e eflorescência (manchas esbranquiçadas). Também compromete a salubridade do ambiente pela proliferação de fungos e bactérias. O problema se origina de diferentes maneiras, mas uma boa notícia é que existem práticas eficientes para preveni-lo durante a obra ou para combatê-lo em estabelecimentos já existentes. Fique por dentro!

Tipos de umidade, causas e soluções

  1. Umidade decorrente de intempéries.Geralmente ocorre pela água de chuva, que penetra por problemas nas impermeabilizações, sistemas de cobertura e seus componentes, calhas e rufos, por exemplo, ou nas fissuras da fachada. Daí a necessidade de fazer uma impermeabilização adequada e de utilizar materiais que tenham pouca movimentação interna. Beirais, telhados e calhas devem ser bem projetados, de modo a proteger a fachada contra a exposição contínua de água, definidos por um projetista de instalações hidráulicas, nunca pelo calheiro.
  2. Umidade por condensação. Quando o vapor de água do interior de um ambiente entra em contato com a superfície fria das paredes e tetos resulta no aparecimento de bolor. Esse fenômeno está associado à falta de ventilação, principalmente em cozinhas e banheiros – daí a importância de deixar os ambientes com janelas devidamente dimensionadas.
  3. Umidade proveniente de infiltração. Atinge o interior de uma casa pelas paredes. Pode ser causada pelo vazamento de encanamentos, pela ausência ou problemas na impermeabilização nas áreas úmidas. Estes problemas podem ser na própria construção ou de edificações vizinhas, principalmente de ambientes enterrados, como subsolos e muros de arrimo.
  4. Umidade ascendente por capilaridade. Ela surge nas áreas inferiores das paredes, chegando a desprender o reboco. As paredes absorvem a água do solo pelas vigas de fundação, muros de arrimo ou construções vizinhas, que não foram devidamente impermeabilizados.

 Dicas para tratar a umidade

 Durante a construção, é essencial que a edificação seja projetada a partir de bons projetos e acompanhada a execução por um engenheiro ou arquiteto especializado em execução de obras, que geralmente é quem determina o projeto de impermeabilização. Todos os projetistas devem ser profissionais devidamente especializados: projetista de projeto arquitetônico, projetista de projeto de fundações, projetista de projeto estrutural, projetista de projeto elétrico, lógica e segurança, projetista de projeto hidráulico e, se for obra comercial, projetista de prevenção de incêndios. Todos estes profissionais interagem para que a obra tenha as devidas precauções para evitar a umidade. Uma dica é nunca contratar um escritório multiuso, ou seja, que entrega todos os projetos em um pacote só.

Em habitações já ocupadas, por sua vez, alguns cuidados são necessários, como limpar e lavar a parede que apresenta mofo com água sanitária; colocar potes de vidro com um punhado de sal em áreas fechadas, como armários e banheiros que não possuam janelas para a área externa.

Caso exista infiltrações de qualquer tipo em obras já executadas e que estão fora da garantia dos profissionais iniciais, deve-se contratar um profissional especializado em execução de obras, engenheiro ou arquiteto, para o devido diagnóstico e orientação dos procedimentos e materiais mais adequados ou se há necessidade de intervenção em algum projeto, geralmente o hidráulico, que contempla o dimensionamento das calhas e condutores ou o projeto de impermeabilização.  

Vale ressaltar que o mercado disponibiliza produtos adequados para tratar os diferentes tipos de umidade, como tintas antimofo para paredes e teto; tintas impermeabilizantes; argamassas especiais de alta aderência e rápida secagem; borrachas de silicone ou de poliuretano para vedação de cerâmica, metal, vidro, plástico, madeira, concreto e gesso; mantas asfálticas; e impermeabilizantes cristalizantes, especialmente para aplicação em vigas.

Maria Clarice R. Moreno
Conselheira do CEAL e do CREA-PR
Professora da Faculdade Pitágoras
Colunista da Revista Sucesso

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