Revista Sucesso

Atualizado em

Qualidade de vida

Os reflexos das redes sociais na adolescência

Psicóloga Isabella Silva Borghesi Dal Molin fala sobre os reflexos das redes sociais e como a psicanálise pode contribuir para minimizar os abusos digitais

Da redação


Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência começa aos 10 e termina aos 19 anos. É importante observar que ocorre uma variabilidade no tempo de início, duração e progressão da adolescência entre os diversos grupos sociais de uma população. No geral, este período de transição entre a infância e a vida adulta é caracterizado pelo desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual, social e pelos esforços do indivíduo em alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais da sociedade em que vive.

Naturalmente, o adolescente busca identidade e pertencimento a um determinado grupo. Neste sentido, ao viabilizar a comunicação rápida, as redes sociais insurgem o questionamento acerca das relações pessoais e interpessoais. “A adolescência é uma fase que por excelência tem suas questões. Então, quando se é influenciado por muita coisa, pode haver reflexos na formação da personalidade”, explica a psicóloga e psicanalista Isabella Silva Borghesi Dal Molin.

Formada pela Unifil, onde hoje atua como docente, Isabella fez sua formação em Psicanálise no Instituto Sedes Sapientiae São Paulo; também é especialista em Teoria e Clínica Psicanalítica (PUC-SP), Gestão Pública (INSEP) e Transtornos do Desenvolvimento na Infância e Adolescência (UNIFEV), área que atua com ênfase hoje em Londrina.

A psicóloga também explica que, ao facilitar o acesso às informações, a internet é passível de influenciar o adolescente em sua organização social. “Essa urgência de que se responda tudo prontamente é um sintoma atual. Em razão disso, os jovens não estão sabendo priorizar o que de fato é importante”, comenta  a psicanalista.

Quando procurar ajuda?

Em algumas situações, os pacientes são encaminhados pelos pediatras e psiquiatras a procurar ajuda terapêutica. Por parte dos próprios adolescentes surgem as queixas físicas como dores posturais, articulares, de cabeça, de visão; e a insônia, que leva ao baixo desempenho escolar. Sintomas físicos que levam jovens a perceberem os sinais do exagero no mundo virtual.

Alguns sintomas como busca por solidão, tristeza, introspecção e mau comportamento escolar precisam ser observados. “Todo excesso é prejudicial. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio. O jovem não precisa privar-se de ter uma rede social, mas ter um controle sobre o tempo e o conteúdo a que ele se expõe”, explica a psicanalista.

“Além disso, está se perdendo o contato cara a cara, muitas vezes, dentro da mesma casa, pais e filhos têm se comunicado por mensagens de texto ou através das redes”, enfatiza. “Os pais não necessariamente se incomodam por serem de outra geração, mas porque essa atenção ao mundo virtual muitas vezes excede os limites. Pais e filhos precisam entender que dizer ‘não’ também é um ato de amor e de cuidado.”

Contraponto

As redes não podem ser vistas somente como dificultadoras de uma vida social saudável, em alguns casos ela é instrumento de potencialização das relações sociais, afirma a psicóloga. “Para quem tem dificuldade de socialização, a internet pode ser positiva ao revelar habilidades desconhecidas e ou possibilitar a inclusão de um indivíduo em determinado grupo social”, destaca

Como a terapia pode ajudar?

Para Isabella, a psicanálise pode ajudar o adolescente a se questionar sobre a necessidade de sua exposição, a priorizar suas atividades, a entender a importância do convívio com os pais e amigos. “Ao pensar sobre suas questões internas, sofrimentos e incômodos, o adolescente consegue lidar com o mundo externo e assim conviver com o outro se mostra menos difícil. A terapia traz reflexos positivos nas relações pessoais, questões que estão relacionadas ao processo de amadurecimento e da construção da própria personalidade”, pontua.

Isabella Silva Borghesi Dal Molin
CRP08/13071
Av. Harry Prochet 550, sala 3A
Tel: (43) 3344-0007/ (43) 99977-6844

Isabella Silva Borghesi Dal Molin, redes sociais na adolescência, terapia para adolescentes, psicologia para adolescentes, psicanálise para adolescentes, Psicanálise londrina, psicanalista em Londrina, Editora Sucesso, Revista Sucesso, Revista Bem-estar
Mais lidas
  1. Soluções inteligentes e funcionalidade
  2. Educação Infantil: um mundo de descobertas
  3. Cuidar das articulações garante vitalidade
  4. Ouvir bem é vida
  5. Disfunção eréctil: será que vou ter?
Leia também
  1. Dinheiro traz felicidade, diz pesquisa
  2. 5 plantas que ajudam a combater a insônia
  3. Alzheimer: é possível viver bem e com qualidade...
  4. Fumar em filmes influencia as crianças?
  5. Cinema nacional nas próximas sessões...